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26 de jul. de 2011

Polícia liberta escravos em Boca do Acre (AM)

Tefé, AM

O Ministério Público do Trabalho no Amazonas informou nesta terça-feira que 42 trabalhadores rurais, incluindo seis adolescentes, foram resgatados em situação análoga a de escravos em duas fazendas de Boca do Acre (1.028 km de Manaus em linha reta).


O resgate aconteceu entre os dias 12 e 22 deste mês, durante operação conjunta da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e a Polícia Rodoviária Federal. Outros 48 empregados das duas fazendas foram encontrados trabalhando de forma irregular, sem carteiras assinadas. Eles, no entanto, permaneceram no local.

Segundo a Procuradoria do Trabalho, as condições dos trabalhadores resgatados eram extremamente precárias. Não havia alimentação nem alojamento adequados. "Os trabalhadores usavam um igarapé para se banharem e a mata para fazerem suas necessidades fisiológicas", disse a procuradora do Trabalho, Alzira Melo Costa.

Os nomes dos proprietários das duas fazendas não foram divulgados pelo Procuradoria do Trabalho. Os fazendeiros, segundo o órgão, pagaram cerca de R$ 250 mil referentes a verbas rescisórias e danos morais individuais. Os trabalhadores resgatados foram encaminhados às suas residências em Boca do Acre (AM).

24 de jul. de 2011

Pólo mineiro de eletrônica aprende a driblar poder chinês

Tefé, AM

(da Folha OnLine)

Santa Rita do Sapucaí, cidade da região sul de Minas Gerais --também conhecida como o Vale da Eletrônica--, encontrou uma maneira de encarar o poder dos chineses no mercado de produtos eletroeletrônicos.


Ao chegar aos 25 anos --boda comemorada na sexta--, a pacata cidade de 40 mil habitantes contabiliza o feito.

Construiu um parque industrial com 142 empresas que, juntas, vão faturar R$ 1,9 bilhão neste ano, 27% além da receita auferida em 2010. Ano, aliás, em que o Vale cresceu 30%.

Santa Rita detém hoje 70% do mercado brasileiro de equipamentos para radiodifusão. Um em cada quatro habitantes trabalha em alguma parte da indústria local, um polo que emprega a terceira geração criada sob a influência do mundo da eletrônica.

Com metade de um século dedicado a isso, Santa Rita já entendeu o que deve fazer para não só encarar o poder dos asiáticos no mercado dos eletroeletrônicos mas enfrentar a concorrência internacional beneficiada pelo câmbio.

ESTRATÉGIA

A primeira providência tem sido a de promover investimento maciço em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), tanto no ambiente acadêmico quanto no industrial. Cresce, entre as empresas da cidade, o uso de recursos subvencionados de instituições federais, como a Finep.

Números do Sindvel (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica) mostram que a indústria do Vale da Eletrônica investe a cada ano entre 8% e 10% do faturamento em P&D.

O setor privado brasileiro, apenas como comparação, investe menos de 1% ao ano.

A segunda iniciativa do Vale está no esforço de desenvolver produtos que não são classificados como "commodity eletrônica".

"Não temos escala, tampouco força para entrar nesse campo. Então, a ordem aqui é investir em coisas específicas. Produzir eletrônicos sob encomenda", diz Roberto de Souza Pinto, presidente do Sindvel.

Foi a partir disso que se criaram produtos de todo tipo. De uma simples coleira que evita o latido de um cão ao dispositivo que destrói agulhas contaminadas usadas em hospitais.

Mas nada parece superar um negócio que deve gerar bilhões de dólares para o país nos próximos anos: o sistema brasileiro de transmissão de TV digital.

Foi do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), instituição local controlada e financiada com recursos privados, que saiu o padrão brasileiro da TV digital. Ancorado no padrão japonês, o modelo foi ajustado ao Brasil e, apesar de recente, já foi adotado por outros 11 países.

PRATA DA CASA

Nascida em Santa Rita, a Linear, agora uma múlti brasileira, com fábricas na Argentina e na Venezuela, produz metade dos transmissores vendidos no Brasil.

Esse é um negócio que vai crescer nos próximos anos, no país e no exterior. No Brasil, a estimativa é que 28 mil transmissores sejam instalados pelas cinco principais redes (Globo, Record, Band, SBT e RedeTV!).

Há prazo para isso. No dia 1ë de julho de 2016, todos os transmissores analógicos serão desligados.

Com expansão de 20% a 30% ao ano, o polo quer agora novas metas, como exportar e tentar viabilizar a indústria de semicondutores.

TEFÉ
 
E nossa Tefé, já tem um plano para desenvolver sua economia local? Há previsão de investimentos em indústria e serviços e formação de pessoas qualificadas?

22 de mar. de 2010

Em defesa do Encontro das Águas

Manaus, AM

O PSOL DO AMAZONAS E MANAUS APÓIA ESTA LUTA.

O PSOL do Amazonas esteve nesta manifestação. Veja as camisetas amarelinhas.

Leia abaixo reportagem em A Critica.

Elaíze Farias


Da equipe de A CRÍTICA


Moradores do bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste, artistas, intelectuais, políticos, e demais membros da sociedade civil, assinaram ontem, durante manifestação em Comemoração ao Dia Mundial da Água, um abaixo-assinado pedindo a transformação do entorno do Encontro das Águas em Unidade de Conservação de Uso Sustentável e de Área de Relevante Interesse Ecológico. O documento com as assinaturas serão entregues ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. O Dia Mundial da Água é comemorado hoje.

A manifestação de ontem reuniu cerca de 90 pessoas no Mirante do Encontro das Águas (antiga Embratel), na Colônia Antônio Aleixo, cuja paisagem privilegiada do fenômeno hidrológico foi pano de fundo de um show musical com o grupo Imbaúba, liderado por Celdo Braga, a dupla Candinho e Inês e o cantor Pereira.

Para a bióloga Elisa Wandelli, membro do movimento SOS Encontro das Águas, a criação da Unidade de Conservação vai fortalecer o processo de tombamento da área. “O tombamento dá um status cultural e ambiental, mas é preciso também adotarmos procedimentos administrativos para preservar o local. A lei de unidade de conservação estabelece que se faça um plano de gestão, de zoneamento e, de estudos de demandas sociais da área do Encontro das Águas”, disse Elisa.

Conforme a bióloga o encaminhamento do pedido dos manifestantes ao ICMBIO ocorre após a inúmeras tentativas frustradas de transformar o Encontro das Águas em Unidade de Conservação no âmbito estadual. “Todas as nossas manifestações foram ignoradas. O Estado não tomou providência. Por isso estamos tentando no âmbito federal agora”, disse Elisa.

A proposta do movimento SOS Encontro das Águas é que a unidade de conservação contemple as duas margens dos rios Negros e Solimões, desde a Ilha de Marapatá e a foz do rio Negro, além da Ilha de Xiborena, Lago Catalão, Sítio Geológico Ponta da Lajes, Lago do Aleixo, Lago dos Reis e Ilha de Terra Nova.

A manifestação pediu também agilidade no processo de tombamento cultural e paisagístico do Encontro das Águas. Atualmente, o processo encontra-se em análise no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O grupo espera ainda que o projeto Porto das Lajes, cujo pedido de licenciamento ambiental está em análise, não seja construído nas proximidades do Encontro das Águas, embora o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) tenha sido constestado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

12 de fev. de 2010

O dilema da Escola Brasileira: projeto eleitoreiro x projeto político.

Manaus, AM

          Navegando por um site de notícias me deparei com o seguinte episódio ocorrido no Estado de Roraima. Lá um aluno da rede pública estadual de ensino foi impedido de participar das atividades escolares porque teria retirado do tênis, recebido como fardamento escolar, as estrelas bordadas. Tais figuras, em número de três, insculpidas no calçado faziam referência à identidade visual do terceiro mandato do ex-governador Ottomar Pinto.

          Esse episódio traz uma importante lição, que é revelar o defeito principal da educação no Brasil. É notório o momento crucial que vive a escola brasileira, ela é carente de todos os insumos: educadores, conteúdos atualizados, motivação discente, infra-estrutura, formação teórica do educador, remuneração atrativa para o educador, condições materiais para a permanência do aluno em sala, projeto político-pedagógico, etc.

          O defeito que a Escola Brasileira possui é que atualmente ela é ainda um projeto eleitoreiro, como revelado no repugnável episódio no estado nortista. Hoje, a Escola tem um único fim, isto é, trazer visibilidade eleitoral e votos ao governante de plantão. Os estudantes e o país são os únicos prejudicados nesse desatino nacional.

          A Escola todavia é um projeto político, na melhor acepção da palavra, qual seja, uma instituição que visa ao desenvolvimento do cidadão, da sociedade e do Estado Nacional (o Brasil, em nosso caso), em concordância com os objetivos permanentes da nação. Enquanto não for entendida assim estará fadada ao insucesso.

          A Escola deve ser um projeto do coletivo, construído por todos. Assim, governos, educadores, organizações da sociedade civil, pais e alunos participam do processo construtivo, cada um dando sua contribuição. Esse construir coletivo é o que fará a diferença no mister educativo de sucesso, ao contrário do que vê hoje.

          Urge reorientarmos a Escola para o caminho do sucesso. Necessita-se vencer o estigma de ser um projeto eleitoreiro, como já dito, e transformá-la num Projeto Político Nacional, com o encargo precípuo de ser o motor das transformações sociais, econômicas e espirituais do Brasil.