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4 de jun. de 2010

Ficha Limpa é sancionado sem veto.

Manaus, AM

(da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje o projeto do Ficha Limpa sem vetos. A nova lei, que será publicada amanhã no "Diário Oficial", impede a candidatura de políticos condenados por um colegiado (mais de um juiz).


Na semana passasa, a AGU (Advocacia-Geral da União) encaminhou a Lula parecer que recomendava a sanção do projeto. Segundo o parecer o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o texto é constitucional.

O texto havia sido aprovado pelo Congresso no dia 19.

O Judiciário deverá decidir se a lei já vale para as eleições de outubro próximo.

Ainda gera dúvida emenda do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que alterou o texto estabelecendo que a proibição vale para "os que forem condenados".

3 de jun. de 2010

Brasileiros apresentam site de transparência política.

Manaus, AM

(da Folha Online)

Os criadores do "Vote na Web", site brasileiro que está fazendo barulho no exterior com a promessa de promover transparência e participação política, afirmam que práticas governamentais on-line são sobre pessoas, não tecnologia.

Com esse mote, lançaram um projeto que, de tão simples, é difícil acreditar que seja pioneiro. O "Vote na Web" basicamente explica leis analisadas no Congresso, descrevendo projetos em uma linha, e permite que os cidadãos votem simbolicamente nelas. Também disponibiliza os projetos de lei na íntegra.

"Não há mais desculpa para um país democrático não ter um sistema como esse", diz André Blas, diretor de relacionamento do grupo WebCitizen, pai do projeto.

A simplicidade funcionou. Blas apresentou o site na conferência Gov 2.0 Expo em Washington (EUA) na semana passada. O WebCitizen foi o único representante brasileiro no evento --e o único cuja língua não é o inglês--, dividindo o palanque com grupos como Nasa, Microsoft, Google, o Pentágono, o governo da Austrália e outros.

E acaba de ser convidado pela ONU a levar o projeto a um workshop sobre engajamento cívico em Barcelona em junho.

Lançado em novembro de 2009, o site reúne hoje quase de 700 leis em discussão no Congresso. Em seis meses, teve mais de 100 mil votos e 5.000 participantes registrados --62% destes têm entre 16 e 30 anos.

Um dos aspectos mais interessantes é que o "Vote na Web" permite comparações tanto com o voto de outros participantes --que podem divididos por regiões do país, em mapas-- quanto com o voto dos políticos.

"Na maior parte das vezes, os resultados são bem diferentes", diz Blas, "o que mostra a desconexão entre o que as pessoas querem e o que os políticos estão fazendo."

Cidadãos também discordam. Na votação virtual sobre a distribuição igualitária da renda do pré-sal, por exemplo, participantes de Estados produtores são claramente contra, enquanto de Estados não produtores são a favor.

Atualmente, o projeto mais votado do site é o que proíbe a adoção de crianças por casais homossexuais --e 79% dos participantes são contra.

Os criadores querem deixar a plataforma "open source" e disponível gratuitamente para qualquer país que queira implementá-la. E já estão em discussão com os EUA, a Colômbia, Portugal e Israel para exportação do modelo.

12 de mai. de 2010

Perderam o respeito.

Manaus, AM

A história de um casal de conhecidos meus é a mesma dos parlamentares e politiquinhos que estão por aí. A história, bem triste, é mais ou menos assim. O marido tem uma vida promíscua, com muitas mulheres. Depois sai de casa e começa a viver com outra mulher. Separam-se judicialmente. A mulher acreditando no amor eterno busca um novo período de união. Voltam. Mas aí a patifaria começa: o caboclo vai pra putaria e volta com as roupas sujas dos fluidos e cheias de lembranças das “amigas” - cabelos, marcas de batom e etc. E por fim, ainda obriga a infeliz a lavar tais vestimentas. Perda total do respeito.

A imprensa nestes últimos tem revelado o grau da sacanagem dos politiquinhos que temos por essas paragens. Em Brasília, o deputado Vacarezza – PT de São Paulo, líder do governo, propõe a antecipação do início do recesso parlamentar para assistirem a COPA 2010, extendendo para 60 dias esse período. Aqui no Amazonas a Assembléia Legislativa mandou parar o processo contra um deputado acusado de cometer crimes. Em Manaus, vereadores e servidores da Prefeitura organizam viagem à COPA 2010, com tudo pago pelos cofres do município. Ainda em Manaus é noticiada a farra de gastos com cartão corporativo perpetrada pelos vereadores locais. Em Barcelos o prefeito eleito foi acusado comprar votos com dinheiro falso, ao que o TRE o absolveu por absoluta impropriedade do meio.

Verdadeiro achaque. Perderam o respeito com o cidadão-contribuinte-eleitor. Isso é grave. Há diferença?

4 de mai. de 2010

Amazonino e o CAOS.

Manaus, AM

O Blog o Malfazejo publicou hoje um importante artigo sobre jeito Amazonino de "desgovernar". Em análise bem acurada revela o quanto esse grupo político planta o caos para tirar proveito eleitoreiro da situação. O pano de fundo é a greve dos rodoviários nestes dias.

A sociedade amazonense deve se unir para banir esse turma "raspa-cofre" que tanto mal faz ao Amazonas. São farinha do mesmo saco: Alfredo Nascimento, Eduardo Braga, Omar Aziz e seus asseclas (que metem a mão na merda).

Leia o artigo, clicando aqui.

28 de abr. de 2010

Dia do Trabalhador será comemorado em 30 de abril pelas Centrais Sindicais.

Manaus, AM

O Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Estado do Amazonas e Roraima NCST-AM/RR está convocando os Trabalhadores do Amazonas, para participarem do dia 1º de Maio Unificado, onde a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais será a bandeira principal das comemorações.

No Dia do Trabalhador, o principal evento organizado pelas centrais Sindicais NCST, CUT, CTB e UGT e Força Sindical, acontecerá no dia 30 de Abril às 08:00 horas da manhã no centro de Manaus. A marcha sairá da Praça da Polícia seguindo pela Avenida Sete de Setembro, Eduardo Ribeiro até a praça do Congresso.

É a forma que os sindicalistas encontraram para exigir que o Congresso Nacional aprove a PEC/231 que reduz a jornada de trabalho de 44:00h para 40:00h semanais, conclui o Presidente da NCST-AM/RR, Osmet Duk Filho.

18 de abr. de 2010

Vídeo - Crack chega ao Amazonas: por uma política pública de prevenção e tratamento.

Manaus, AM

        Neste vídeo, meu amigo e companheiro Aluney Elferr, especialista e verdadeiro "missionário" dessas questões aqui em nosso estado, fala sobre o crack e seus efeitos. Essa maldita coisa já chegou ao Amazonas. Cuidemo-nos.

      Concordando com o Aluney, é necessário investimentos pesados em saúde pública, serviço social e espiritual aos adictos e familiares. Já não é tempo e ocasião para medidas paliativas ou voluntaristas, mas profissionalismo. É questão que toda a sociedade deve se debruçar e implementar política pública de prevenção e tratamento.

     Um bom começo é deixar de repassar as volumosas verbas para essas "PILANTRÓPICAS" ligadas a políticos (que receberam milhões no governo DUDU) e investir nas entidades sérias como o NAF.

     Veja o vídeo:

17 de abr. de 2010

Grito dos Excluídos/as 2010: convocação para reuniões preparatórias.

Manaus, AM

Salve! Salve!

Articuladores, Articuladoras,
Lutadores e Lutadoras do povo,

Os que acreditam, incentivam e animam o Grito dos/as Excluídos/as, pelos rincões dessa Manaus! Os que acreditam que só com muita organização, união e ações coletivas venceremos!

Mais um ano. Vamos às ruas, vamos levantar nossas bandeiras, gritar no dia 07 de setembro-“Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular”. Vida em Primeiro lugar.

A 16ª edição do Grito será marcada por duas forças motrizes: a vida e os direitos, por um lado, e a participação no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, por outro. De uma parte, destacou-se a violência que vem exterminando a juventude brasileira, tirando a inocências das crianças e mutilando as mulheres; a Campanha da Fraternidade deste ano; o processo eleitoral, centrando a discussão em critérios éticos para a construção de uma democracia popular.

A idéia é fazer a sociedade brasileira se pronunciar sobre o Limite da Propriedade da Terra, e extrair a informação de que uma parcela consistente da população não aceita mais o latifúndio.

Na prática, o plebiscito poderá se reverter num projeto de emenda constitucional para incluir um inciso no artigo 186 da Constituição.

Este novo inciso limitaria a propriedade privada de terra no país a 35 módulos fiscais, sendo que tudo que passasse disto seria incorporado ao patrimônio público.

O tamanho dos módulos fiscais varia em cada município brasileiro de acordo com diversos fatores como tipo de exploração predominante no município e conceito de propriedade familiar na região.

Onde estão nossos direitos? Do Trabalho, da Justiça e da Vida!

Vida em primeiro lugar! Agora, mais do que nunca, estes gritos estão ecoando por todo o Brasil. O Grito apela também para defender nossa terra, nossa cultura, nosso conhecimento ancestral, e lutar para as alternativas que surgem a partir de nossos movimentos, como opções reais para a transformação social que a humanidade necessita urgentemente.

Como todos os anos, vamos preparar os pré-gritos e o grito 2010. Para isso temos que nos reunir, organizar e avançar.

Dia: 21/04/2010
Local: CEFAM – Centro de formação da arquidiocese de Manaus – Avenida Joaquim Nabuco, 1023 – Centro.
Horário: 9:00h as 13:00h

Aguardamos todos e todas

Francy Junior
Equipe Cáritas Manaus
Séc. Operativa do Grito dos Excluídos e Excluídas
Séc. Operativa do FPMM

15 de abr. de 2010

Movimento Fora Cabral paga publicidade para divulgar denúncias.

Manaus, AM

           O Movimento Fora Cabral, que busca mobilizar a população para dar um impeachment no governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está se organizando. O site da campanha faz até propaganda paga no Google e no UOL. O movimento acusa o governador e deputados de montar um grande esquema de corrupção e improbidades administrativas que implicariam em destituição dos mandatos.

          Veja o site clicando em Movimento Fora Cabral

Jeito PT de governar: "Ex-performer erótica é exonerada pelo governo do Pará"

Manaus, AM

Agência Folha

          Dois dias depois de nomear a ex-atriz de performances eróticas, DJ e ecologista Élida Braz como assessora especial de seu gabinete, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), voltou atrás e anunciou hoje que anulará o decreto de nomeação.

          O governo do Pará não divulgou o motivo da exoneração, anunciada depois da publicação de reportagem sobre a nomeação na edição de hoje da Folha.

          Élida, que usa em suas apresentações como DJ o codinome Lady Green, "a musa da sustentabilidade", ganharia cerca de R$ 1.500 pelo cargo.

          A nomeação de Élida gerou críticas na internet à governadora, que concorrerá à reeleição neste ano e que em 2007 nomeara para o mesmo cargo uma manicure e uma esteticista --já exoneradas.

          Posts em blogs e no Twitter ironizaram a contratação de Élida, famosa em Belém por encenar danças eróticas com cobras, usar pouca roupa e ser mulher de André Lobato, o Kaveira, político, promotor cultural, "artista multimídia" e, como ela, ecologista.

II Workshop de Direitos Humanos e Relações Internacionais

Manaus, AM

          O II Workshop de Direitos Humanos e Relações Internacionais, com o apoio da LiConst/UEA, será realizado de 19 a 21 de abril de 2010, no auditório da Reitoria da UEA (Av Djalma Batista).


         Neste workshop a ênfase será para as atuais mudanças ocorridas no Sistema Interamericano, através da reforma, em dezembro de 2009, dos regulamentos da Corte e da Comissão Interamericanas e também para as recentes sentenças proferidas contra o Brasil nos casos Sétimo Garibaldi e Escher e outros publicadas no segundo semestre de 2009.

         A organizadora do evento espera a presença e participação de muitos alunos e profissionais do Direito e Ativistas dos Direitos Humanos, pois esta temática tem despertado recentemente a atenção dos círculos jurídicos no Brasil, apesar de ser um sistema já em funcionamento há mais de 50 anos nas Américas.

        O II Workshop de Direitos Humanos e Relações Internacionais é realizado pelo Grupo de Estudos de Direitos Humanos na Amazônia e tem como coordenadora a Professora Silvia Loureiro, mestre em Direito pela UNB.

        Os recursos das inscrições serão revertidos para o custeio de alojamento, inscrições e passagens aéreas da equipe do nosso grupo de estudos Direitos Humanos na Amazônia - Universidade do Estado do Amazonas, para participarmos da XV Competição de Julgamento Simulado do Sistema Interamericano em Washington de 23 a 28 de maio de 2010 que tratará este ano do tema da Liberdade de Expressão e a proteção das rádios comunitárias.

13 de abr. de 2010

Leia: "Tragédia S.A"

Manaus, AM

         O companheiro Fernando Lobato (http://blogdofernandolobato.blogspot.com/) publicou em seu Blog um interessante artigo em que questiona a "indústria da tragédia" no Brasil. Leia clicando aqui: Tragédia S.A. .

10 de abr. de 2010

Chuvas no Rio: Cidades insustentáveis

Manaus, AM

          Assistimos horrorizados mais uma catástrofe urbana no Brasil. No estado do Rio de Janeiro, população de duas cidades (Rio e Niterói) é castigada com deslizamentos, inundações e mortes. As causas são conhecidas: falta de planejamento e gestão municipal, de investimentos na habitação e desenvolvimento urbano, as intervenções públicas são desastradas (contrárias à melhor solução técnica aplicável) e por aí vai.

         Somos vítimas desse modelo de cidade socialmente injusta, ambientalmente insustentável e estruturalmente caótica.

         As cidades do Rio e Niterói, assim, são apenas duas entre tantas outras. Manaus que se cuide.

5 de abr. de 2010

Elson Melo: Prosperidade Amazonas

Manaus, AM

Muito pertinente e feliz a mensagem do companheiro Elson Melo em seu texto "Prosperidade Amazonas". A sociedade local precisa refletir sobre o modelo econômico e desenvolvimento que queremos. Questões como favelização, violência urbana, desemprego, desatinos e crimes ambientais e baixa qualidade de vida nas cidades são consequência do capitalismo explorador instalado. Exemplo disso são as discrepâncias salariais no PIM, enquanto diretores são remunerados em até R$ 150mil por mês, os trabalhadores de chão de fábrica (que efetivamente produzem a riqueza) têm apenas o mísero salário mínimo, e só. O capitalismo embala com o sonho consumista o incauto operário que está desorganizado. A riqueza econômica, cultural e ambiental é para todos.

Leia o texto em Prosperidade Amazonas

30 de mar. de 2010

Jornal Lucta Social é relançado no Amazonas

Manaus, AM

Num ato na Casa do Trabalhador do Amazonas, foi relançado hoje o Jornal Lucta Social. Com primeira edição lançada na década de 1910, por Tércio Miranda, o jornal está em sua quarta fase (as outras foram as de 1924 e 1970-1980). Nesta data comemorou-se também os noventa e seis anos da primeira impressão. A publicação classifica-se como socialista e operária e tem a pretensão de organizar e mobilizar os trabalhadores amazonenses. O sindicalista Elson Melo lidera o projeto.

Existe também um blog (versão digital) que pode ser acessado pela seguinte URL: http://luctasocial.blogspot.com/

22 de mar. de 2010

Blogueiros amigos que indico.

Manaus, AM

Segue os blogs de amigos que recomendo a leitura: Elson de Melo (http://elsondemelo.blogspot.com/), Jornal Lucta Social ((http://luctasocial.blogspot.com/) e Núcleo de Cultura Política do Amazonas - NCPAM (http://www.ncpam.com/)

Criada a Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária

Manaus, AM

Criada a Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária


Secretaria de Comunicação

Seg, 22 de Março de 2010 17:55

No dia 11 de março foi lançada, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, a Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária. Estiveram presentes no evento João Pedro Stedile, do MST, e os jornalistas Rodrigo Vianna e Paulo Henrique Amorim. Entre os resultados do evento está a criação de um blog (http://www.reformaagraria.blog.br) e do manifesto abaixo, assinado por pessoas presentes na ocasião:

Manifesto

Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o MST faz para compreender o que está em jogo.

Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande imprensa brasileira” – associados a interesses de latifundiários, grileiros - e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma CPMI foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma agrária.

A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa ofensiva organizada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo "grave atentado". A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da TV e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é "bandido", é "marginal". Exemplo claro de “criminalização” dos movimentos sociais.

Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os “índices de produtividade” que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e “provar” que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela “violência no campo”.

Trata-se de grave distorção.

Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a pedra.

No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor sentido...

A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na TV. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem impunes.

Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao MST. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar - nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo latifúndio.

A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica – em parte – pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes cidades.

Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma agrária.

Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o MST fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais justo.

Venha refletir com a gente:

- por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja dividida?
- como reagir a essa campanha infame no Congresso e na mídia?
- como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no Brasil?

É o convite que fazemos a você.


Assinam: - Alcimir do Carmo.- Altamiro Borges.- Ana Facundes.- André de Oliveira.- André Freire.
- Antonio Biondi.- Antonio Martins.- Bia Barbosa.- Breno Altman.- Conceição Lemes.- Cristina Charão.- Cristovão Feil.- Danilo Cerqueira César.- Dênis de Moraes.- Emiliano José.- Emir Sader.- Flávio Aguiar.- Gilberto Maringoni.- Giuseppe Cocco.- Hamilton Octavio de Souza.- Henrique Cortez.- Igor Fuser.- Jerry Alexandre de Oliveira.- Joaquim Palhares.- João Brant.- João Franzin.- Jonas Valente.- Jorge Pereira Filho.- José Arbex Jr.- José Augusto Camargo.- José Carlos Torves.- José Reinaldo de Carvalho.- José Roberto Mello.- Ladislau Dowbor.- Laurindo Lalo Leal Filho.- Leonardo Sakamoto.- Lilian Parise.- Lúcia Rodrigues.- Luiz Carlos Azenha.- Márcia Nestardo.- Marcia Quintanilha.- Maria Luisa Franco Busse.- Mario Augusto Jacobskind.- Miriyám Hess.- Nilza Iraci.- Otávio Nagoya.- Paulo Lima.- Paulo Zocchi.- Pedro Pomar.- Rachel Moreno.- Raul Pont.- Renata Mielli.- Renato Rovai.- Rita Casaro.- Rita Freire.- Rodrigo Savazoni.- Rodrigo Vianna.- Rose Nogueira.- Rubens Corvetto.- Sandra Mariano.- Sérgio Caldieri.- Sérgio Gomes.- Sérgio Murilo de Andrade.- Soraya Misleh.- Tatiana Merlino.- Terezinha Vicente.- Vânia Alves.- Venício A. de Lima.- Verena Glass.- Vito Giannotti.- Wagner Nabuco.

(publicado originalmente no site do PSOL (psol.org.br)

Em defesa do Encontro das Águas

Manaus, AM

O PSOL DO AMAZONAS E MANAUS APÓIA ESTA LUTA.

O PSOL do Amazonas esteve nesta manifestação. Veja as camisetas amarelinhas.

Leia abaixo reportagem em A Critica.

Elaíze Farias


Da equipe de A CRÍTICA


Moradores do bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste, artistas, intelectuais, políticos, e demais membros da sociedade civil, assinaram ontem, durante manifestação em Comemoração ao Dia Mundial da Água, um abaixo-assinado pedindo a transformação do entorno do Encontro das Águas em Unidade de Conservação de Uso Sustentável e de Área de Relevante Interesse Ecológico. O documento com as assinaturas serão entregues ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. O Dia Mundial da Água é comemorado hoje.

A manifestação de ontem reuniu cerca de 90 pessoas no Mirante do Encontro das Águas (antiga Embratel), na Colônia Antônio Aleixo, cuja paisagem privilegiada do fenômeno hidrológico foi pano de fundo de um show musical com o grupo Imbaúba, liderado por Celdo Braga, a dupla Candinho e Inês e o cantor Pereira.

Para a bióloga Elisa Wandelli, membro do movimento SOS Encontro das Águas, a criação da Unidade de Conservação vai fortalecer o processo de tombamento da área. “O tombamento dá um status cultural e ambiental, mas é preciso também adotarmos procedimentos administrativos para preservar o local. A lei de unidade de conservação estabelece que se faça um plano de gestão, de zoneamento e, de estudos de demandas sociais da área do Encontro das Águas”, disse Elisa.

Conforme a bióloga o encaminhamento do pedido dos manifestantes ao ICMBIO ocorre após a inúmeras tentativas frustradas de transformar o Encontro das Águas em Unidade de Conservação no âmbito estadual. “Todas as nossas manifestações foram ignoradas. O Estado não tomou providência. Por isso estamos tentando no âmbito federal agora”, disse Elisa.

A proposta do movimento SOS Encontro das Águas é que a unidade de conservação contemple as duas margens dos rios Negros e Solimões, desde a Ilha de Marapatá e a foz do rio Negro, além da Ilha de Xiborena, Lago Catalão, Sítio Geológico Ponta da Lajes, Lago do Aleixo, Lago dos Reis e Ilha de Terra Nova.

A manifestação pediu também agilidade no processo de tombamento cultural e paisagístico do Encontro das Águas. Atualmente, o processo encontra-se em análise no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O grupo espera ainda que o projeto Porto das Lajes, cujo pedido de licenciamento ambiental está em análise, não seja construído nas proximidades do Encontro das Águas, embora o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) tenha sido constestado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

9 de mar. de 2010

Reintegração de posse e política de habitação.

Manaus, AM

          O movimento social legítimo de reivindicação de habitação urbana que até hoje ocupou área ao lado do Parque São Pedro, Zona Oeste de Manaus, nada mais é que o exercício do direito de resistência e a busca de justiça social que a sociedade amazonense clama. Alguns chamam esses lutadores de invasores, outros de bandidos e aqueles que arrazoadamente defendem a causa dos pobres os titulam de desamparados. Eu me filio a estes últimos.

          A reintegração de posse, excluída a questão jurídica, revela explicitamente o desapreço das autoridades e dos governos pela questão da moradia para os pobres. Para estes é caso de polícia. A criminalização desses movimentos é a estratégia dos conservadores para sufocar a aspiração social legítima. Se assim continuar, as cenas se repetirão outras vezes.

         Precisamos articular um movimento popular autêntico e eficaz para exigir políticas públicas que solucionem uma vez por todas essas questões. Por isso é que lutamos por uma ampla reforma urbana. Moradia digna com condições dignas para todos.

         Milhões de famílias vivem em áreas de risco, não apenas devido a enchentes e desabamentos. Há milhões que estão no dia a dia vivendo em péssimas condições, sem acesso a água, sem saúde, com transporte precário e esgotos a céu aberto. Mesmo levando em conta a possibilidade de melhorias nestas sub moradias, seriam necessárias mais de seis milhões e seiscentos mil moradias para combater o déficit habitacional do país.

          Defendemos a mobilização dos sem-teto e dos movimentos populares por moradia. Somos a favor de uma ampla reforma urbana, que tenha na raiz o combate à vergonhosa especulação imobiliária.

         Meu apoio aos companheiros do Parque São Pedro.

Leia a seguir notícia publicada originalmente no Blog do Holanda (http://www.blogdoholanda.com.br/)

A BATALHA ENTRE PM E INVASORES. FOTOS INÉDITAS


Em 9/3/2010, ás 20:29


A reintegração de posse do terreno de propriedade de Oliveira Lobato, situado ao lado do Parque São Pedro, Zona Oeste de Manaus, ocupado por aproximadamente 500 famílias, entre as quais cerca de 60 de indígenas, começou por volta das 13h, em clima de guerra. De um lado, policiais militares, armados e usando como apoio um helicóptero; do outro, os invasores dispostos a resistir. Por grande parte da Torquato Tapajós se podia ver uma imensa nuvem de fumaça negra e nas proximidades se ouviu muitos disparos de armas de fogo (armas não letais) e fogo em barricadas levando homens do Corpo de Bombeiros a pagar as chamas para evitar explosões de botijas de gás colocadas como defesa para explodir e evitar a entrada da polícia.

De acordo com informações da polícia, um invasor e um policial militar foram feridos e levados ao Pronto-Socorro. Diversas pessoas foram presas.

Os invasores armados com arcos e flechas, pedaços de paus, pedras e fogos artifícios, reagiram à ação dos homens do Batalhão de Choque, Cavalaria, Ronda Ostensiva Cândido Mariano e o Grupo Raio, que acompanharam o oficial de Justiça para que a ordem judicial fosse cumprida.

18 de fev. de 2010

Caminhos para Autazes.

Manaus, AM


          Sociedade autazense deve organizar-se para obter melhor êxito.


          O Brasil na última década sofreu grandes transformações, que vão desde o impeachment de Presidente Collor às condenações de figurões da política nacional – a prisão do governador do DF, José Roberto Arruda, passando por conquistas como algumas demarcações de terras indígenas e quilombolas, maior controle dos gastos públicos, melhoria social da mulher. Entretanto, muito ainda há por fazer. Temas como fome, educação, saúde, negros, segurança pública e economia estão na órdem do dia. Em nível municipal, velhas lideranças políticas tiveram revezes eleitorais significativos e que indicam novos tempos. Todos clamam por melhoria.


          A sociedade, sem esperar ajuda do além ou que as instituições desgastadas por escândalos, vícios históricos, falta de representatividade, descompromisso social, deve buscar a solução. O caminho é a organização. Somente a ação de ONGs, OSCIPs, associações, cooperativas, igrejas, clubes e sindicatos poderá fazer que problemas ainda recorrentes sejam sanados. É preciso estudar, debater, unir forças, convergir interesses, formar opinião, esclarecer e pressionar a fim de superar estruturas retrógradas.


          E você é ator fundamental. Associe-se, participe, aja, debata, faça barulho, não deixe calar as vozes do povo. A organização da sociedade é, sem dúvida alguma o caminho para Autazes entrar, enfim, numa ciclo de transformações sociais profundas.