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12 de jun. de 2010

Denúncia! Privataria na Saúde do Amazonas: Estado "terceiriza" serviços nos municípios mais pobres. 2

Manaus, AM

Mais uma vez denunciamos a canalhice no Amazonas. Não se enganem, não é inovação, é privataria. Cuide-se Amazonas, pois as pilantrópicas estão chegando. Os indígenas que o digam o quanto é prejudicial essas pilantrópicas da "saúde".

(da Agência Estado).

Dez anos depois de o Estado de São Paulo terceirizar a gestão de hospitais para entidades privadas sem fins lucrativos, classificadas como Organizações Sociais de Saúde (OSS), o modelo já está presente em pelo menos outros sete Estados e agora responderá pelo gerenciamento dos orçamentos de nove cidades pobres da região do Alto Solimões, no Amazonas, reunidas em consórcio.


Essa deverá ser a primeira experiência de gestão global de orçamentos pelo modelo, pois hoje as entidades apenas gerenciam serviços de saúde - como ocorre em 62 serviços paulistas - ou grupos de unidades de saúde, como ocorre na cidade de São Paulo, onde pelo menos cinco milhões de pessoas já são atendidas pelo sistema.

A proposta foi apresentada pelo Banco Mundial, que apoia o modelo no Brasil, em recente congresso do Conselho Nacional de Secretários de Administração, em Brasília. "A ideia é que a OSS receba e administre os recursos", afirma André Medici, economista do Banco Mundial que lidera o projeto.

O modelo de gestão por OSS permite que as contratações de funcionários não tenham de ocorrer via concurso público nem os salários ofertados tenham de seguir a legislação municipal. Além disso, as compras não necessitam de licitação. E todas as entidades trabalham com metas estabelecidas em contrato.

'Trabalho de rede'

Segundo Laércio Cavalcanti, coordenador do Projeto de Desenvolvimento Regional do Amazonas para a Zona Franca Verde (Proderam), do governo do Amazonas, a OSS, que será escolhida via chamada pública em jornais de grande circulação, cuidará dos orçamentos dos municípios de Atalaia do Norte, Amaturá, Benjamim Constant, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins, além de recursos do Estado e do governo federal repassados, movimentando anualmente R$ 92,5 milhões. "A ideia é um trabalho de rede via OSS, que contratará profissionais para atuar em todos os municípios", afirmou. "Assim teremos condições de oferecer um atendimento adequado."

Estados e municípios são autônomos, mas a mudança não tem o apoio institucional do Ministério da Saúde. A pasta defende outro modelo, estatal, para garantir mais autonomia aos serviços de saúde, as fundações estatais, paralisado no Congresso e criticado por servidores públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

4 de mai. de 2010

Amazonino e o CAOS.

Manaus, AM

O Blog o Malfazejo publicou hoje um importante artigo sobre jeito Amazonino de "desgovernar". Em análise bem acurada revela o quanto esse grupo político planta o caos para tirar proveito eleitoreiro da situação. O pano de fundo é a greve dos rodoviários nestes dias.

A sociedade amazonense deve se unir para banir esse turma "raspa-cofre" que tanto mal faz ao Amazonas. São farinha do mesmo saco: Alfredo Nascimento, Eduardo Braga, Omar Aziz e seus asseclas (que metem a mão na merda).

Leia o artigo, clicando aqui.

3 de mai. de 2010

Denúncia! Privataria na Saúde do Amazonas: Estado "terceiriza" serviços nos municípios mais pobres.

Manaus, AM

O interior do Amazonas tá ferrado. O governo do Estado anuncia que vai terceirizar os serviços de saúde nos municípios do Amazonas, através das Organizações Sociais, mais conhecidas como pilantrópicas.

O Blog da Floresta traz informações sobre o assunto. Leia aqui.

No discurso a canalhada diz que faz investimentos na saúde e no interior, gastando milhões nas megalomaníacas peças publicitárias na TV e rádio. Na prática estupram a população já sofrida do nosso interior.

Temos de denunciar e resistir.

Lucta Social denuncia: "A GREVE DOS MOTORISTAS É LOCAUTE DOS PATRÕES"

Manaus, AM

O Folhetim Eletrônico Lucta Social publica hoje no Blog Imprensa Livre que a greve dos rodoviários na verdade foi um locaute (greve dos patrões). Eu já havia denunciado essa questão aqui neste blog em 12 de abril. Leia .

Quem se ferra é a população, nesse desmando que está os governos no Amazonas e em Manaus.

18 de abr. de 2010

Vídeo - Crack chega ao Amazonas: por uma política pública de prevenção e tratamento.

Manaus, AM

        Neste vídeo, meu amigo e companheiro Aluney Elferr, especialista e verdadeiro "missionário" dessas questões aqui em nosso estado, fala sobre o crack e seus efeitos. Essa maldita coisa já chegou ao Amazonas. Cuidemo-nos.

      Concordando com o Aluney, é necessário investimentos pesados em saúde pública, serviço social e espiritual aos adictos e familiares. Já não é tempo e ocasião para medidas paliativas ou voluntaristas, mas profissionalismo. É questão que toda a sociedade deve se debruçar e implementar política pública de prevenção e tratamento.

     Um bom começo é deixar de repassar as volumosas verbas para essas "PILANTRÓPICAS" ligadas a políticos (que receberam milhões no governo DUDU) e investir nas entidades sérias como o NAF.

     Veja o vídeo:

13 de abr. de 2010

Leia: "Tragédia S.A"

Manaus, AM

         O companheiro Fernando Lobato (http://blogdofernandolobato.blogspot.com/) publicou em seu Blog um interessante artigo em que questiona a "indústria da tragédia" no Brasil. Leia clicando aqui: Tragédia S.A. .

12 de abr. de 2010

Greve dos Rodoviários: petelecos do SINETRAM

Manaus, AM

          Os rodoviários de Manaus sinalizam em razão da truculência e intransigência dos patrões na mesa de negociação que pode haver paralisação dos serviços. É uma atitude legítima e correta, pois os lucros e benefícios dos empresários cada dia se avultam, em detrimento dos trabalhadores.

          Agora, sem desmerecer a legitimidade de reinvindicar, não consigo entender a sintonia que há no discurso sobre o preço da passagem. A redução, excluída a metodologia em que foi determinada, é benéfica aos trabalhadores manauenses que têm de enfrentar um serviço mal prestado. Sofremos todo o tipo de escracho: pane nos veículos, atrasos, superlotação, ruído excessivo, calor insuportável e por aí vai. Assim, pela qualidade do serviço, o valor está na verdade alto.

          A situação confunde a população e é explicitamente explorada pelo SINETRAM: utilizam a legítima reinvindicação dos trabalhadores rodoviários para pressionar por aumento da tarifa e manutenção das benesses concedidas pela Prefeitura. Os problemas, que estão localizados na falta de compromisso do prefeito com o povo e na ganância criminosa dos empresários, são transferidos para os rodoviários.

          Nesse processo, infelizmente os rodoviários são petelecos do SINETRAM. Rodoviários acordem e esclareçam a população sobre a real situação dos transportes na cidade.

9 de mar. de 2010

A polícia que não queremos.

Manaus, AM

          Em breve síntese, faço as seguintes observações: 1. faltam seleção e treinamento aos policiais brasileiros; 2. faltam controle e disciplina às polícias brasileiras; 3. a sociedade brasileira ressente-se da falta de um sistema de segurança pública voltado para a prestação de serviços; 4. em casos como esse, certamente não haverá punição: as cenas, que são recorrentes, continuarão a ocorrer.

          Em 2008, confronto entre a PM e policiais civis grevistas resultou em tiros e policiais feridos.

          A unificação das polícias é necessidade urgente!

         Veja a seguir notícia veiculada no R7.com sobre enfrentamento entre as Polícias Militar e Civil de São Paulo.

Carro estacionado em local proibido provoca briga entre policias civis e militares na zona norte de SP - Segundo testemunha, momento mais tenso foi quando 80 policiais se preparam para atirar

Clayton Freitas, do R7

Um corsa parado em frente a uma garagem no número 210 da rua Antonio Lopes, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo, quase protagonizou uma cena de guerra entre agentes das Polícias Civil e Militar de São Paulo.

Segundo o sargento da Policia Militar Agnaldo Barbosa, por volta das 17h desta segunda-feira (8) o proprietário da casa localizada no 210 da rua Antonio Lopes, o fotógrafo João Roberto, acionou o 190 para que o carro que estava parado em frente à sua garagem e proibindo a entrada ou saída fosse retirado.

Segundo João Roberto, que possui um restaurante neste mesmo endereço, os policiais militares faziam a averiguação do carro e, pela placa, perceberam que ele não tinha identificação.

No momento em que investigavam o chassi do veiculo, um policial civil foi até o local e, com arma em punho, começou a xingar os policiais militares.

- Ele [o policial civil] abriu e fechou rapidamente a carteira dizendo que era policial civil e que era para os policiais militares tirarem as mãos do seu carro, pois todos eles eram uns merdas.

Em seguida, segundo o sargento Agnaldo Barbosa, foi chamado reforço por parte da Polícia Militar. Entre eles, estava um P2 (como é chamado o agente da Polícia Militar que fica a paisana registrando os fatos). O policial civil, que não teve seu nome divulgado, tentou agredir o P2 e aí teve início a confusão.

João Roberto disse que o policial civil também apontou a arma para os policiais militares e tentou agredi-lo. Ele tentou revidar e foi contido pelos policiais militares. Enquanto isso, o policial civil telefonou para outros agentes e, em questão de minutos, segundo João Roberto, várias viaturas da Policia Civil foram até o local. Entre elas, as especializadas do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) e do Goe (Grupo de Operações Especiais).

Segundo João Roberto, o momento mais tenso foi quando o policial civil não identificado tentou novamente agredir os policiais militares. Cerca de 40 agentes da policia militar e outros 40 da civil empunharam suas armas e se preparam para atirar. Entre os armamentos, estavam, de ambas as partes, pistolas e sub-metralhadoras.

A cena assustou os moradores da região e também interrompeu temporariamente o tráfego na rua Antonio Pontes quase esquina com a Joaquina Ramalho. Até por volta das 18h30, a reportagem do R7 constatou ao menos duas viaturas do Goe e pelo menos seis da Polícia Militar. O policial civil foi encaminhado pela corregedoria da Policia Civil e não teve o seu nome revelado.

A reportagem do R7 tentou falar com algum responsável do Goe mas, segundo os agentes, ninguém poderia dar entrevista. Um deles inclusive empunhava uma submetralhadora em frente ao estabelecimento de número 236.

8 de fev. de 2010

Qualidade no Transporte Público

Manaus, AM

A onda de privatização trazida por Fernando Henrique Cardoso continua com suas conseqüências malignas.

Manaus também se aventurou nessa trilha e se deu mal. Entregaram o tesouro do transporte público a empresários que riem da cara do amazonense pois cobram um preço absurdo por um serviço de péssima qualidade. Fazem o que querem e quando querem.

O povo manauara está ferrado ainda mais porque a Prefeitura até agora não tomou e não quer tomar as providências. Na verdade, infelizmente a cidade tem um poder público frouxo. O leitor diariamente é humilhado em ônibus lotados, sujos, ruidosos, que sempre estão ficando no prego. Fica difícil para o trabalhador ter de dar explicações ao patrão com a desculpa do coletivo que quebrou; mas acontece. Nos terminais o amigo também pode observar que a situação injuriante é a mesma. Os locais de circulação estão tomados. A limpeza e conservação não existem. Sinceramente, o nome a ser dado aos terminais de Manaus é pocilga, sim, lugar onde se criam porcos, ou melhor, sabemos que há criadouros em condição de higiene e conservação melhores.

Cidades de maior porte que Manaus implantaram o sistema integrado de transporte e controlam bem. Posso citar ao leitor como exemplos: Sorocaba-SP, Curitiba-PR, Campinas-SP. Lá os veículos são limpos, novos, conservados, trafegam no horário, a interligação entre terminais é rápida. Na capital paranaense é possível saber pela Internet os horários de cada linha e também o itinerário. Manaus ao contrário é o caos.

Agora pergunto ao leitor: A quem essa desordem e desrespeito ao cidadão de bem beneficia? Certamente aos empresários e àquelas figurinhas que pegam o mensalão. Por que nossa cidade também não pode organizar-se e oferecer um serviço digno ao seu habitante? É hora de exigirmos qualidade no transporte público.