Tefé, AM
O Ministério Público do Trabalho no Amazonas informou nesta terça-feira que 42 trabalhadores rurais, incluindo seis adolescentes, foram resgatados em situação análoga a de escravos em duas fazendas de Boca do Acre (1.028 km de Manaus em linha reta).
O resgate aconteceu entre os dias 12 e 22 deste mês, durante operação conjunta da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e a Polícia Rodoviária Federal. Outros 48 empregados das duas fazendas foram encontrados trabalhando de forma irregular, sem carteiras assinadas. Eles, no entanto, permaneceram no local.
Segundo a Procuradoria do Trabalho, as condições dos trabalhadores resgatados eram extremamente precárias. Não havia alimentação nem alojamento adequados. "Os trabalhadores usavam um igarapé para se banharem e a mata para fazerem suas necessidades fisiológicas", disse a procuradora do Trabalho, Alzira Melo Costa.
Os nomes dos proprietários das duas fazendas não foram divulgados pelo Procuradoria do Trabalho. Os fazendeiros, segundo o órgão, pagaram cerca de R$ 250 mil referentes a verbas rescisórias e danos morais individuais. Os trabalhadores resgatados foram encaminhados às suas residências em Boca do Acre (AM).
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26 de jul. de 2011
22 de fev. de 2010
Trabalhador do Amazonas tem forte perda salarial.
Manaus, AM
Reportagem divulgada neste domingo (21/02) no jornal A Crítica dá conta que os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) tiveram forte perda salarial no ano de 2009, ao se comparar ao ano de 2008. Em outras palavras, no ano passado teve menos dinheiro no bolso do trabalhador, que é quem efetivamente produz a riqueza deste Estado.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (DIEESE) todos os setores produtivos do PIM tiveram severas perdas de salários. Os estudos indicam que há setores que tiveram perda de até 16,32% como é o caso dos eletroeletrônicos.
Essas perdas salariais ocorrem justamente num período de aumento do faturamento das empresas instaladas aqui no PIM. A triste constatação é que os custos com salários aqui não chegam a 3% do faturamento, isto é, a cada R$ 100,00 faturado, menos de R$ 3,00 vai para o trabalhador. O trabalhador do Amazonas é o mais barato do Brasil. A massa salarial dos trabalhadores do PIM não acompanhou o aumento do faturamento dos capitalistas.
A desculpa foi a crise internacional, e nos dizeres do jornal "diante dos resultados negativos...o DIEESE observa que quem paga o preço...sempre é o trabalhador, que na maioria das vezes é sacrificado para manutenção dos setores da economia local."
Houve desemprego também, e novamente o tão aplaudido (até motivo de um pretenso orgulho para alguns) setor de eletroeletrônico liderou a triste estatística, com redução da mão-de-obra em 23,06%.
Diante dessa grave situação temos, nós os trabalhadores, de ir à luta para defender o emprego e aumento dos salários. É preocupante ver que diante desses notícias negativas os sindicatos obreiros não fizeram nada, e o pior, incorporaram o discurso da crise. A verdade é que há um bom tempo os sindicatos dos trabalhadores do Amazonas (na maioria sob a tutela da CUT entreguista lulista) não mais brigam pelos direitos e salários dos trabalhadores.
Trabalhador do Amazonas, fique atento! Na data-base de sua categoria exija dos sindicatos defender seus legítimos intereses e dos patrões manutenção dos empregos e o devido aumento dos salários.
Reportagem divulgada neste domingo (21/02) no jornal A Crítica dá conta que os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) tiveram forte perda salarial no ano de 2009, ao se comparar ao ano de 2008. Em outras palavras, no ano passado teve menos dinheiro no bolso do trabalhador, que é quem efetivamente produz a riqueza deste Estado.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (DIEESE) todos os setores produtivos do PIM tiveram severas perdas de salários. Os estudos indicam que há setores que tiveram perda de até 16,32% como é o caso dos eletroeletrônicos.
Essas perdas salariais ocorrem justamente num período de aumento do faturamento das empresas instaladas aqui no PIM. A triste constatação é que os custos com salários aqui não chegam a 3% do faturamento, isto é, a cada R$ 100,00 faturado, menos de R$ 3,00 vai para o trabalhador. O trabalhador do Amazonas é o mais barato do Brasil. A massa salarial dos trabalhadores do PIM não acompanhou o aumento do faturamento dos capitalistas.
A desculpa foi a crise internacional, e nos dizeres do jornal "diante dos resultados negativos...o DIEESE observa que quem paga o preço...sempre é o trabalhador, que na maioria das vezes é sacrificado para manutenção dos setores da economia local."
Houve desemprego também, e novamente o tão aplaudido (até motivo de um pretenso orgulho para alguns) setor de eletroeletrônico liderou a triste estatística, com redução da mão-de-obra em 23,06%.
Diante dessa grave situação temos, nós os trabalhadores, de ir à luta para defender o emprego e aumento dos salários. É preocupante ver que diante desses notícias negativas os sindicatos obreiros não fizeram nada, e o pior, incorporaram o discurso da crise. A verdade é que há um bom tempo os sindicatos dos trabalhadores do Amazonas (na maioria sob a tutela da CUT entreguista lulista) não mais brigam pelos direitos e salários dos trabalhadores.
Trabalhador do Amazonas, fique atento! Na data-base de sua categoria exija dos sindicatos defender seus legítimos intereses e dos patrões manutenção dos empregos e o devido aumento dos salários.
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