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11 de jun. de 2010

PV oficializa candidatura de Marina Silva

Manaus, AM

(da Folha OnLine)

O PV aprovou nesta quinta-feira, durante convenção do partido, a candidatura de Marina Silva à Presidência da República e um orçamento de R$ 90 milhões para a campanha.


O coordenador da campanha, Alfredo Sirkis, afirmou que a "fase de partido nanico está definitivamente superada", e que vai deixar hoje a coordenação nacional. Ele voltou a afirmar que vai coordenar a campanha no Rio para para se dedicar à sua candidatura a deputado federal. No lugar dele, assume João Paulo Capobianco.

Sirkis disse que Marina entra no eleitorado pobre feminino como faca na manteiga e que o PV vai ganhar no segmento de 16 a 25 anos. "Essa é uma faixa etária que não lê jornal. Esse é um segmento fundamental, não haverá vitória, se não houver vitória na juventude", disse.

Segundo ele, tudo que se vê hoje nas pesquisa eleitorais é apenas o ponto de partida de uma disputa e não o ponto de chegada. "Estamos na disputa, no grande jogo, em condições de crescer, de atropelar, de ir para o segundo turno e vencer."

Sirkis disse ainda que o partido não defende a descriminalização das drogas "neste momento", mas que se propõe a discutir o assunto. "É inconcebível que um país, isoladamente, tome essa decisão. O país que fizesse isso sozinho viraria a Meca das drogas."

Ele se esforçou para explicar aos dirigentes que as posições religiosas de Marina não são tão conservadoras. Segundo o coordenador, o maior atestado de que ela manteria a laicidade do Estado é que ela propôs dois plebiscitos: para descriminalização das drogas e do aborto.

Sirkis também falou de "temas malditos". "A questão da união civil de pessoas do mesmo sexo. O PV tem essa posição há muito tempo e é uma posição com a qual a nossa candidata está 100% de acordo. No entanto, a nossa candidata e muito de nós se abstêm de denominar isso de casamento", defendeu.

Segundo ele, Marina defende que casais do mesmo sexo possam se unir em união estável, mas prefere não chamar a união de casamento. Sirkis disse que ela está "100% de acordo" com a união civil de pessoas do mesmo sexo. "Qual o problema de não utilizar a palavra casamento gay? O importante é ser a favor do direito."

A candidata, até aqui, se disse radicalmente contra o casamento gay e disse que defendia a união de gays no plano patrimonial.

22 de mai. de 2010

Dissidentes do PV apóiam Dilma e criam novo partido.

Manaus, AM

(da Folha OnLine).

Dissidentes do PV fizeram hoje a primeira convenção nacional do Livre, partido político em formação que reúne militantes insatisfeitos com a "perda de foco" dos verdes e a filiação da senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência.

O grupo apoia Dilma Rousseff (PT) em troca de ajuda petista na coleta de assinaturas necessárias para oficializar a legenda.

Segundo Dalva Lazaroni, eleita para presidir o Livre (sigla para Liberdade, Igualdade, Verdade, Responsabilidade e Educação), a entrada de Marina no PV foi "incoerência e oportunismo" da cúpula do partido.

Ela afirmou que a crença evangélica da senadora vai contra bandeiras históricas dos verdes, como defesa da união civil de homossexuais e da descriminalização do aborto e da maconha.

Lazaroni também criticou a participação de Marina no lançamento hoje, em Salvador, da pré-candidatura ao governo baiano do deputado e líder anti-aborto Luiz Bassuma (PV). Segundo a presidente do Livre, Marina está "na contramão da história".

Ela disse apoiar Dilma porque a petista "respeita quem é a favor" das posições libertárias, enquanto Marina "pensa mais nas próprias convicções".

Já o secretário de Comunicação do Livre, André Fernandes, explicou que a defesa de Dilma é uma "permuta": em troca do apoio, petistas e a CUT se comprometem a ajudar na coleta de assinaturas para registrar a legenda.

O grupo contabiliza cerca de 100 mil assinaturas, sendo que o mínimo exigido é quase 500 mil. A expectativa é oficializar o partido até o fim do ano, abrindo as portas aos recém-eleitos interessados no troca-troca partidário.

A convenção do novo partido contou com cerca de 80 militantes na Câmara Municipal de Belo Horizonte. No local havia faixas de apoio do grupo gay Arco-Íris, da CUT (Central Única dos Trabalhadores) fluminense e do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro. A agremiação também conta com dissidentes de PT, PSB e PC do B.

14 de mai. de 2010

Terceira Via a caminho

Manaus, AM

(do Blog Lucta Social)

Marcos Barros e Luiz Castro, são os nomes mais cotados para disputar o governo do estado pela terceira via. Os prováveis partidos que integram a terceira via são: PPS, PSOL e PV. Mas existem outros partidos que pode compor esse leque como, PHS E PDT.